2008-12-27

O blog "Por Essas Bandas"

será lançado oficialmente em 2009...



Mas desde já o meu muito obrigado a você que ta entrando no
blog pra conhecer,dar o seu comentário sobre as bandas, shows,
entrevistas, acompanhar a programação do Hocus Pocus, ver
fotos, enfim... "Não seja um internauta passivo, participe!"


Então feliz 2009 a todos e até lá..

selmer.

2008-12-24

Tuia e os transmissores,Mackzero 5 e Voltz...




Sábado, 20 de dezembro foi uma noite muito especial que reuniu no Hocus Pocus três grandes bandas do cenário regional pra fechar o ano com muita música de qualidade.
Subiram ao palco,
Tuia e os transmissores, Mackzero 5 e voltz que foi sem dúvida a Banda de maior destaque este ano de 2008.
· Tuia e os transmissores fez um show bastante interativo e performático com o público que cantou junto alguns sucessos da banda.Tuia, vocal da banda utilizou-se de uma oratória quase que “Nietzscheana” se é que se pode dizer assim.Com um a sonoridade mais cadenciada e letras saindo do convencional em busca de uma textura mais intelectualizada e não menos filosófica, os caras fizeram um show com momentos muito interessantes.Destaque para Toninho (hocus Pocus) que assumiu o Baixo em duas canções e Meg stock (Luxuria) que fez uma parceria com tuia na música "Cinderela Compulsiva."
· A banda Mackzero 5 que também tem grande prestigio entre as bandas fechou a noite com canções já consagradas em seu repertório. Ouvi apenas duas músicas, Soy América e Maré vasante que alem de tocar nas rádios mostra uma nova postura da banda em relação ao começo da carreira.Destaque para David D’Espiro, vocal como um dos grandes compositores do cenário regional.
· A Voltz foi à primeira banda a subir ao palco e, sem dúvida foi a grande atração da noite.Os caras que foram vencedores do “ Gas festival ” que rolou em setembro de 2007, mostraram porque a banda vem se destacando no cenário das bandas no circuito nacional ao lado de bandas já consagradas. A banda tem presença de palco,um carisma enorme e deixou bem claro porque vem conquistando um público cada vez maior.Com a postura sincera e objetiva de seu vocalista ao ver o microfone do Fernando Bozo (Baixista) mal posicionado disse ao subir no palco. “ O microfone do Bozo está a atrás da caixa de som e eu não gosto ! Quero o Bozo aqui mais pro meio.”Outra coisa que mostrou a competência e qualidade da banda foi a equipe de apoio passando o som e deixando tudo pronto pra que os caras pudessem fazer um grande show.Durante o show rolou uma energia muito boa entre a banda e a galera que cantou com muito entusiasmo as canções que têm tocado com grande freqüência nas rádios.Destaque para as canções “Um ser maior” com uma pegada muito bacana do batera Pablo Maranho e guitarras recorrentes de uma grande banda dos anos 80 chamada The Cure. “Um novo inverno” que resultou no primeiro vídeo clip da banda e “Quando tudo acaba” com uma letra cheia de intensidade e sentimento. A pegada da banda deixa bem claro o pulso da canção, principalmente no solo final que,inclusive lembra bastante Oasis. A voz de Glauber Ribat (vocal) expecificamente nessa canção traduz bem o desejo de atingir em cheio os corações e a alma de todos que estavam dispostos a ouvir uma linda canção.A banda tocou um cover de Renato Russo que traduz bem a trajetória da Voltz. “Mais uma Vez” ganhou uma roupagem muito interessante alem de trazer uma mensagem de otimismo e esperança que vale muito pra bandas que pretendem seguir adiante de forma profissional em busca de um novo sol.Pra finalizar fica o refrão da canção “mais uma vez” que diz:

“Quem acredita sempre alcança...”
valeu..
selmer.

2008-11-28

" O LEGIONÁRIO "

É bacana ouvir as canções da Legião Urbana tocar na kiss fm, 102.1 de São Paulo. Pra quem não sabe a rádio toca o melhor do rock n' roll e grandes clássicos já consagrados.Soldados que é a canção que está tocando agora é sem dúvida um dos grandes clássicos desta banda formada em Brasília.Outro dia ouvi também “Andréia Doria” que de repente nem é tão conhecida assim. o disco “dois “que traz esta canção que eu citei foi um marco pra banda que na época vendeu mais de 800 mil cópias.O fato é que desde a época do colégio em meados do ano de 1995 já havia restrições em relação ao som da banda.Creio que grande parte das canções que tocou na rádio eram e, é até hoje as mais comerciais das quais eu destacaria Eduardo e Mônica,Faroeste Caboclo,meninos e meninas,como é que se diz eu te amo e, claro as músicas de trabalho.Sem dúvida o grande público não conheceu as grandes canções da banda ou, como eu costumo dizer o verdadeiro rock n' and roll produzido pela Legião durante sua trajetória.Eu citaria o disco “Tempestade” e “Uma outra estação” que foi lançado após a morte do Renato como os melhores discos da banda quanto à questão dos arranjos e as melodias....Claro que muita gente vai dizer que são discos melancólicos e que tem um peso extremamente fúnebre e com um tom de despedida..O que de fato é!.Na verdade o Renato era um cara muito melancólico.Certa vez eu vi o Poeta mario Quintana (que, alías o Renato gostava bastante pela juventude sendo o Mario na ocasião um senhor 80 e poucos anos)dizer “A gente só gosta de quem se parece com a gente”. Nesse sentido eu assumo o meu melancolismo sem nenhum pudor.Porque de certa forma tem a ver com a nostalgia de uma época boa em que rebeldia estava relacionada a questão intelectual e não sair por aí quebrando tudo por motivos banais. Voltando a questão dos dois discos a qualidade sonora(não referente a questão de estúdio,até porque a banda tinha uma grande gravadora, a EMI odeon) me agrada bastante.Natália e música de trabalho que são canções do disco tempestade vão de encontro às observações que faço.Ouçam no volume máximo essas duas canções dando ênfase aos arranjos principalmente das guitarras e,claro a voz do renato.Depois vocês dizem se concordam ou não.Pena essas músicas não terem tocado nas rádios.Música de trabalho por exemplo é super atual e creio que sempre será devido ao grande número de desempregados em todo o mundo.Muitas vezes fiquei sem almoçar pra comprar revistas que traziam alguma informação sobre a banda ou entrevista do Renato.Comprei camisetas da banda pra dar de presente pras meninas que gostavam da Legião. Eu usava frequentemente camisas da banda.Fui chamado uma vez no colégio de “legião Mania” por uma garota. O que parece uma coisa de fã clube na verdade está relacionado a minha vontade de sempre buscar informações que pudessem acrescentar coisas boas e conhecimento, já que sempre fui um bom leitor.Esse lado intelectual do Renato sempre me atraiu. Em outra ocasião um cara que também curtia rock disse ironicamente ao me ver com a camiseta da banda - Você não disse que gostava de rock? - Naquele dia eu me chateei pra caramba por que rock para mim é atitude é ideologia, requisitos que eu não via na maioria das pessoas que diziam gostar de rock na época. Confesso que pouca coisa mudou de lá pra cá.Ou seja, aquela velha e boa frase clichê. “Mudaram as estações,nada mudou..”Rebeldia não é sair por aí quebrando tudo e batendo com a cabeça na parede.Isso é outra coisa. Não tem nada a ver.Ta rolando “Teorema” com o ira neste instante na Kiss.Cara na boa é bacana tomar todas e ficar doidão e sair chutando todo mundo.Mas a questão é que as pessoas confundem Anarquia com vandalismo.São coisas diferentes.Nosso país precisa de mais educação.Se as pessoas lessem mais, tivessem mais acesso a arte ,a cultura certamente as coisas seriam diferente.Quando se fala em rock primeiro vem a questão da mensagem, da ideologia, do protesto,Porque não! Ouvi uma vez a Fernanda torres dizendo que o artista tem que ser como um fogão .Precisa saber a hora de esquentar e a hora de abaixar o fogo.O Renato tinha essas explosões de comportamento entre amor e ódio com seu público.Brasília é um bom exemplo disso.

CONTINUA SEMANA QUE VEM...

2008-11-19

Entrevista - Sabrina Sanm - Novembro/2008.


Selmer - Pruma banda dar certo tem que ter um bom vocal e, claro, ter uma pegada nas letras que dialogue legal com o público.No seu caso de onde vem essa voz toda e a inspiração pra compor as letras ?

Sabrina Sanm - Eu nasci achando que todo mundo cantava assim.Aí no colégio uma professora me ouviu cantando e me obrigou a entrar num coral. Eu não estudei assim canto...Mas eu tinha 13 anos e estava meio perdida em referência.Então um amigo disse: “Você tem que ouvir Aretha Frankin, Etta James porque cara, elas cantam um absurdo e você pode chegar lá”. Então eu bebi dessa fonte por muito tempo.Fiquei ouvindo muito black music.Eu adoro cantar black music!Mas o meu som mesmo de verdade desde que eu era pequena sempre foi o rock.Então eu fiquei meio perdida porque eu gostava de black, mas compunha rock. ( E na verdade quando você sai pra pesquisar acaba surgindo muitas outras referências nessa questão da sonoridade..) Depois eu consegui conciliar o black com o rock e o lance da potência vocal eu fui aprendendo aos poucos. (E tem nessa sonoridade o backing vocal que acaba soando legal também) Eu faço a produção vocal junto com o Renato que também é o guitarrista e produtor.A gente fica lá matutando pra não fazer aquele backing vocal politicamente correto.A gente tem umas idéias meio doidas que acho que funciona.



Selmer - Ouvindo o som de vocês dá pra perceber uma forte influência do heave metal...como é isso..
Sabrina Sanm - Pois é...A gente foge disso.A gente tenta não ter.Eu ouvi muito metálica, o Renato também. E aí acaba tendo em alguns momentos ( e também algumas coisa mais sombrias) É que assim ... Eu me inspiro muito na fraqueza humana pra compor. rsrsrs.Que não é uma coisa muito feliz! Mas eu gosto muito desse tema assim dessa forma.


selmer - Estamos num momento em que as bandas tão compondo muitas canções que falam de amor e relacionamentos.Não ta faltando aquela pegada mais crítica com uma temática mais centrada nas questões do cotidiano?
Sabrina Sanm - Eu componho as letras com o Renato. Então tem o lance do relacionamento entre nós.Mas na verdade pode ser qualquer relacionamento.Porque é abordado de uma maneira meio abrangente e de uma forma muito clara. ( que pode soar de uma forma universal) Eu acho engraçado porque tem gente que comenta sobre a música “dessa vez” que é uma música que diz deixa eu provar que eu mudei. - Pra quem você fez essa música? – Pra mim! - Mas como assim, o que é que você fez?” - Eu fiz mal pra mim.Eu quis provar pra mim mesma que eu poderia melhorar.E tem gente que fica pensando: “ Será que ela fez alguma coisa com o namorado, irmão, pai...”( é sempre interpretativo) É! tem milhões de interpretações.
Selmer - Como você vê o circuito joseense nessa questão das bandas, sendo uma banda lá do rio de janeiro?
Sabrina Sanm - Cara eu pelo menos tenho inveja (Não no sentido pejorativo) desse circuito, dessa galera unida que freqüenta um lugar próprio pro rock. Que tem uma galera que se ajuda.Esse projeto do Beto.Tudo isso que tem aqui não tem no rio. A galera é muito desunida lá. Assim... Existem algumas bandas por amizade.Nem muito por gosto do som. Mas é difícil. Eu tenho muitos amigos que tem banda.Os sons são bem diferentes entendeu!Não dá pra formar uma cena musical com os meus amigos por conta disso.E o pessoal do rock se da mal porque os lugares pra tocar são ruins.A qualidade é ruim.Aí acaba apresentando um som que fica mais ou menos. ( A banda Canastra esteve por aqui e também falou dessa coisa que tem no rio do pré-conceito...) É! Eu vejo assim...Eu falo que sou cantora e a primeira coisa que as pessoas perguntam é “que tipo de som que você canta?” Eu falo, rock. Então elas fazem uma cara, tipo “ferro, Não vou no show”. Então rola uma coisa meio famillia ..Tipo, o tio vai, mas aí diz “meu deus mais é muito barulho”.A galera que acompanha o meu trabalho e de um amigo meu chamado Dj vack.Eles se unem...Aí é tirar leite de pedra, sabe! Eles alugam vã por conta.Não tem ninguém ajudando.Os contratantes lá no rio não tão ajudando a galera que gosta de rock.

Selmer - No final das contas as bandas querem sair do anonimato, ter uma gravadora e tocar nas rádios.Não é de certa forma um paradoxo pruma banda alternativa que produz um som não tão comercial?
Sabrina Sanm - Eu sempre procuro moderar o som pra que seja de uma maneira que as pessoas entendam.Que tenha essa linguagem universal que você falou.Que seja um pouco atemporal.Que tenha um refrão “pa” mais Pop que a galera lembre.Eu sempre procuro isso.Isso está em mim.Eu ouvi muita música pop a minha vida inteira.Então não é tão difícil.A gente faz as músicas, mas coloca no cd as que a gente acredita que vai tocar e as pessoas iram lembrar.O meu objetivo não é fechar com uma grande gravadora.Porque hoje em dia as gravadoras não fazem muita coisa.Acho que assim ... Se eu conseguir seguir o meu caminho e, eu to seguindo passo a passo,com a ajuda dos amigos,com alguns investidores que possam aparecer,eu to feliz.Eu não tenho essa coisa de ser “mega star” Não ! Porque eu acredito no som na verdade dele!No momento que eu estiver fazendo um som só pra bater o cartão como funcionária da gravadora vai ser horrível... Eu vejo isso acontecendo!

Selmer - Pra terminar, o que vem por aí de novidade no novo trabalho da banda...
Sabrina Sanm -Ta legal..O próximo cd é como se fosse um livro.Cada música conta uma história .Então tem vários personagens que fazem parte desse mundo.Bons e ruins.E eu to nesse universo também.Então assim...Sou eu me expressando em relação as histórias.Então acho que consegui fazer músicas mais maduras porque eu cresci e evolui.Eu também consegui fugir dessa coisa muito popizinha que tem no 1° cd. Eu era muito novinha. Tinha 20 anos.Esse cd eu vou te dizer “eu to muito feliz com ele” ta quase pronto e quem gosta do trabalho vai curtir mais ainda.Eu procurei trabalhar nas melodias pra poder soltar mais a voz.Então... Acho que vai ficar legal.